Lucas Petry Bender

A lucidez do Dom Quixote.

O destemor do homem do subsolo.

O desembaraço do Gregor Samsa.

A afetuosidade do Mersault.

A estabilidade do Seymour Glass.

A maturidade do Alexander Portnoy.

O engajamento daquele que observa a tabacaria à distância.

Tenho muitas maneiras de não ser eu – o pisciano com ascendente em Leão e lua em Aquário, nascido em 1985, que vive em Porto Alegre e trabalha como servidor público.

Escrevo principalmente sobre livros e filmes, com textos publicados em diversos sites (Estado da Arte, À pala de Walsh, Persona Cinema, Unamuno, Posfácio, entre outros). Nos textos que escrevi entre 2016 e 2020 há um bocado de religiosidade cristã e de inspiração bíblica. Se tenho hoje algo que vagamente se assemelhe à fé, ela se direciona à arte, à ficção, à estética, “À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, / E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.” (Álvaro de Campos / Fernando Pessoa)