“Solenoid”, publicado originalmente em 2015, trad. Fernando Klabin (direto do romeno), ed. Mundaréu, 2024.

“Feito de devaneio, de aroma e de sombra” – foram essas as palavras que me conduziram ao longo de toda a leitura, apresentadas na epígrafe como parte da citação de um poema de Tudor Arghezi, e que melhor simbolizam o livro.
Palavras-chave (doentiamente) recorrentes:
Cor de café – absolutamente qualquer coisa, ou mesmo não-coisa, tem ou pode ter cor de café no universo de Solenoide;
Sarcopta – o ser vivo com quem o narrador mais se identifica;
Crânio – ossos de modo geral, e também o cérebro, entre outros órgãos e partes do corpo; mas o crânio tem uma proeminência tão grande que chega a ser usado como sinônimo de mente.
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