Transcendendo os dilemas morais à luz da teologia de Joseph Ratzinger
Publicado no site Persona Cinema em 30/03/2019.

Ainda podemos concordar com a avaliação datada de 1970, feita pelo célebre crítico norte-americano Roger Ebert (1942–2013), de que Minha noite com ela (“Ma nuit chez Maud”, 1969, dir. Éric Rohmer) seria o melhor filme sobre ser católico, sobre amor e sobre linguagem corporal? O entusiasmo de Ebert, que permanece vigoroso através do encanto que o filme ainda proporciona e pela vitalidade que mantém até os dias de hoje, pode ser melhor compreendido à luz da teologia de um livro contemporâneo ao filme: Introdução ao Cristianismo [1], de Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), que no ano da sua primeira edição, 1967, ainda era “apenas” um padre e professor de teologia; no ano do lançamento do filme, 1969, o livro já chegava à sua décima edição, enriquecendo sobremaneira a compreensão da fé cristã, como o faz até hoje, do mesmo modo como o filme de Rohmer continua encarnando com graça e inteligência raras as perspectivas dessa fé. Continue Lendo “A mais bela de todas as aventuras: “Minha noite com ela”, de Éric Rohmer”